1ª Sessão - As epidemias em Portugal na Idade Média

 

Arnaldo Melo

 

Conteúdos Programáticos:

- Saúde e doença na Idade Média: noções e perceções;

- As epidemias na Idade Média: conceitos, vivências e realidades;

- Tipos de epidemias, consequências e respostas: lepra; pestes e pestilências; peste negra;

- A peste negra e as epidemias dos séculos XIV e XV;

- As causas: perceções e realidades;

- A prevenção: formas e modalidades, estratégias, eficácia;

- Locais de cuidar (e de tratar?);

- Protagonistas: doentes, familiares, cuidadores, autoridades públicas;

- As consequências sociais, económicas, políticas, religiosas e mentais destas epidemias;

 

Arnaldo Melo é professor Auxiliar com Agregação do Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais (ICS), da Universidade do Minho. Investigador do Laboratório de Paisagem, Património e Território (Lab2PT) - Universidade do Minho; Investigador associado do LAMOP – Laboratoire de Médiévistique occidentale de Paris – Université de Paris 1 Panthèon Sorbonne et CNRS. Doutor em História da Idade Média (2009) pela Universidade do Minho e pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris). Tem-se dedicado em particular ao estudo da sociedade, economia, poderes na cidade medieval; em particular os mesteres; a indústria, artesanato e trabalho nos séculos XIV a XVI.

Destacam-se dos seus estudos:- (2008), “Apontamentos para a história da Confraria dos Sapateiros e Hospital dos Palmeiros nos séculos XIV a XVI”, in Arnaldo Sousa MELO, Henrique Dias e Maria João Oliveira e Silva, Palmeiros e Sapateiros. A Confraria de S. Crispim e S. Crispiniano do Porto (séculos XIV a XVI), Porto, Fio da Palavra Editores, 2008, p. 11-40; (2018), “Entre trabalho ordenado e trabalho livre: regulamentação e organização dos mesteres em Portugal nos séculos XIV e XV”, in Jesus Angel Solorzano Telechea y Arnaldo Sousa Melo (editores), Trabajar en la Ciudad Medieval Europea. XIII Encuentros Internacionales del Medievo (eds. Logroño: Instituto de Estudios Riojanos, 2018, p. 23-37; (2015), “O património imobiliário dos hospitais e confrarias nas cidades medievais portuguesas” in Construir la memoria de la ciudad: Espacios, poderes e identidades en la Edad Media (XII-XV) – II Reunión Científica: Civitas bendita: instituciones religiosas y organizaciones de caridad como encrucijada de las relaciones sociales y de poder en la ciudad medieval. Universidade de Siena, 29-30 de octubre de 2015 (inédito).

2ª Sessão - Epidemias e poder político em Portugal (séculos XVI-XIX)

 

Laurinda Abreu

 

Conteúdos Programáticos:

- Fugir, confinar e segregar;

- Das muralhas das cidades aos cordões sanitários militarizados;

- Proteger o mar e a terra: cartas de saúde e lazaretos;

- A longa persistência dos modelos quarentenários tradicionais: memórias de um país pobre e despovoado.

Laurinda Abreu é professora do Departamento de História da Universidade de Évora. Publicou vários estudos no campo da história da assistência e da saúde em Portugal no período moderno, área onde também tem coordenado diversos projectos de investigação. Dentre as suas publicações contam-se, em termos de livros, O poder e os pobres. As dinâmicas políticas e sociais da pobreza e da assistência em Portugal (séculos XVI-XVIII), Lisboa, Gradiva, 2014, e, com Sheard, Sally, (ed.) Hospital Life, Theory and Practice from the Medieval to the Modern, Oxford, Peter Lang, 2013. Quanto a artigos, destaca-se, “Oferta e regulação em saúde: o legado de D. Manuel I (1495-1521)”, As sete obras de misericórdia corporais. Santas Casas de Misericórdia, sécs. XVI-XVIII, Maria Marta Lobo de Araújo (coord.), Braga, Santa Casa da Misericórdia de Braga, 2018, 35-57 e “The Portuguese Hospitals under the Misericórdias’ Confraternities (16th-18th Centuries): Community or Crown Control?”, Hospitals and Communities, 1100-1960, Bonfield, Christopher; Reinarz, Jonathan; Huguet-Termes, Teresa (eds.), Oxford, Peter Lang, 2013, pp. 209-235.

3ª Sessão - As epidemias em Braga na Idade Moderna

 

Marta Lobo

 

Conteúdos Programáticos:

- A chegada das doenças e as medidas para as conter;

- A alteração do quotidiano;

- A incidência das epidemias no hospital de São Marcos;

-A impotência para as eliminar a e invocação do sagrado.

 

Maria Marta Lobo de Araújo é doutora em História Moderna e Contemporânea pela Universidade do Minho. Atualmente, é professora Associada com Agregação do Departamento de História da mesma universidade e investigadora do Lab2PT- É ainda colaboradora do Centro de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa e membro da Academia Portuguesa de História.

Desenvolve investigação nos campos da História Social, com incidência particular na História das Misericórdias e da História Religiosa da Época Moderna. Tem integrado e dirigido projetos de investigação nacionais e internacionais e possui vários trabalhos publicados em Portugal e no estrangeiro, tendo alguns sido premiados.

Destacam-se dentro da temática em estudos os seguintes trabalhos: “When a Big House Opens Its Doors: The SãoMarcos Hospital in Braga (17th-18th Centuries)” in Calatrava Escobar, Juan (coord.), La casa. Espacios domésticos, modos de habitar, Granada, Abada Editores, 2019, pp. 1471-1477; Memória e Quotidiano: as visitas e as devassas ao hospital de S. Marcos de Braga na Idade Moderna, Braga, Santa Casa da Misericórdia de Braga, 2014; Dar aos pobres em emprestar a Deus: as Misericórdias de Vila Viçosa e Ponte de Lima (séculos XVI-XVIII), Barcelos, Santa Casa da Misericórdia de Vila Viçosa/Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima, 2000.

4ª Sessão - As epidemias no Portugal contemporâneo (séculos XIX e primeira metade do século XX)

 

Alexandra Esteves

 

Conteúdos Programáticos:

-Os vários surtos epidémicos que afetaram o Portugal Contemporâneo;

- Os surtos epidémicos e as suas consequências;

- AS medidas tomadas pelas autoridades administrativas e sanitárias;

- Vencer os medos que as atormentavam as populações;

-Os impactos das epidemias, em particular no domínio da saúde.

 

Alexandra Esteves é doutorada em História Contemporânea pela Universidade do Minho e é professora auxiliar com agregação. A sua atividade investigativa privilegia as áreas da História Social e da História da Assistência, em particular as matérias relacionadas com a saúde, a doença, a marginalidade, a violência e as prisões, entre os séculos XVIII e XX.

É autora, coautora e coordenadora de vários livros e capítulos de livros, bem como de dezenas de artigos científicos, incluindo sobre a instituição hospitalar, sobre a qual produziu, entre outros, os seguintes trabalhos: “Do Hospital D. Lopo de Almeida ao Hospital de Santo António”, que integra a obra , vol. II (1668-1829), publicado pela Santa Casa da Misericórdia do Porto, “A assistência à doença no Alto Minho oitocentista: o caso do Hospital de Nossa Senhora da Visitação de Caminha”, “Na saúde e na doença: a ação do Hospital da Misericórdia de Viana do Castelo na centúria de oitocentos e nos inícios do século XX”. Os resultados da sua investigação têm sido publicados em livros e em revistas da especialidade e apresentados em congressos nacionais e internacionais. Participa em vários projetos científicos nacionais e internacionais.

 

5ª Sessão - Epidemias hoje - que ensinamentos?

 

Constantino T. Sakellarides

 

Conteúdos Programáticos:

- Gripe;

- Coronavírus;

- Conhecimentos;

- Estratégias.

 

Constantino T. Sakellarides Licenciado em Medicina, pela Faculdade de Medicina de Lisboa, com 16 valores (1967); Mestrado em Epidemiologia, pela Escola de Saúde Pública da Universidade do Texas, EUA (1972); Doutoramento em Saúde Pública, pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade do Texas, EUA (1975) ; Agregação em Políticas de Saúde, pela Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública, Políticas de Saúde (2003); Professor Catedrático de Políticas e Administração de Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa (2005).

Cargos exercidos (mais recentes): Diretor do Centro de Saúde Sofia Abecassis, Lisboa (1976-1984); Consultor para os Cuidados de Saúde Primários da OMS/Europa, Copenhaga (1981-82); Diretor Académico da Escola Andaluza de Saúde Pública, Granada (1985-87); Diretor para as Politicas e Serviços de Saúde OMS/Europa, Copenhaga (1991-95); Presidente do Conselho de Administração da ARS de Lisboa e Vale do Tejo (1996); Diretor-Geral de Saúde (Portugal, 1997-99); Fundador e primeiro coordenador do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (2000-2006);

Presidente do Conselho Científico da Escola Nacional de Saúde Pública (2004-2006); Presidente da Associação Portuguesa de Promoção para a Saúde Pública (2004-2010); Presidente da Associação Europeia de Saúde Pública (2008-2009); Diretor da Escola Nacional de Saúde Pública (2007-2011); Primeiro presidente da Fundação para a Saúde – SNS (2013-2016); Consultor do Ministro da Saúde para a literacia em saúde e a integração dos cuidados (2016-2018); Presidente do Conselho Geral da Universidade de Évora (2017-2018).

Distinções : The Baxter Award 1999 (European Health Care Management Association) “for an outstanding publication contributing to excellence in health care management in Europe”; Honorary Distinction 2004 (Greek Association of General Practitioners) “for his contribution to the development of Primary Health Care and General Practice in Greece”; Medalha de Ouro de Serviços Distintos, 2006, pelo Mistério da Saúde de Portugal;  Primeiro sócio honorário, 2011, da Associação de Unidades de Saúde Familiar de Portugal; Sócio honorário, 2011, da Fundação do Pulmão de Portugal; Apresentador do Dr. António Arnaut, para o grau de Doutor Honoris Causa, pela Universidade de Coimbra (2014).

Situação atual: Professor Catedrático Jubilado da Escola Nacional de Saúde Pública, Universidade Nova de Lisboa; Membro do Conselho Geral da Fundação para a Saúde – SNS; Membro da Comissão Científica da Estratégia Regional dos Açores de Combate à Pobreza e Exclusão Social - 2018-2028.